
A água própria para consumo humano deve ser livre de cor, cheiro e gosto, além de estar isenta de contaminações que possam causar doenças. Para garantir essa segurança, a Fundação Municipal de Saúde (FMS), por meio da Gerência de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (GEVISAST) e do Núcleo de Vigilância da Qualidade da Água (NUVIGIAGUA), intensificou as inspeções e análises da água distribuída à população de Teresina.Nos quatro primeiros meses de 2026, os dados do SISAGUA/MS apontaram crescimento contínuo no número de coletas e análises realizadas pelo município. O destaque foi abril, quando Teresina ultrapassou a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde para os parâmetros básicos de vigilância da qualidade da água.
A população ou instituição que identificar situações em que a água apresente gosto, odor ou cor fora do padrão pode acionar o Nuvigiagua pelo e-mail: vigambteresina@yahoo.com.br.
Segundo Raniere Carvalho, chefe do Núcleo de Vigilância e Qualidade da Água da FMS, as inspeções são realizadas em locais estratégicos, como estações de tratamento, poços, reservatórios, hospitais e escolas. “No próprio local, avaliamos parâmetros como pH, cloro e temperatura. Outros, como turbidez, bactérias termotolerantes e fluoreto, são encaminhados para análise laboratorial. Caso haja comprometimento, a instituição responsável é comunicada e pode ser penalizada”, explica.
As ações seguem as diretrizes do Programa VIGIAGUA e da Portaria GM/MS nº 888/2021, que estabelecem padrões de potabilidade e procedimentos de vigilância em todo o país. Para a presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, o trabalho reforça o grandioso serviço do Sistema Único de Saúde (SUS) no cotidiano. “O trabalho do sistema de saúde vai muito além do atendimento assistencial. Hoje, quando a população utiliza a água tratada e monitorada, por exemplo, está também se beneficiando das ações do SUS, que garantem segurança e prevenção de riscos”, afirma.
Além do monitoramento, a FMS também promove ações educativas. Raphael Lira, gerente da GEVISAST, reforça a importância da participação da comunidade. “A inspeção oficial é fundamental, mas cada família também deve cuidar da sua parte. A limpeza periódica da caixa d’água, a cada seis meses, é uma medida simples que evita problemas e contribui para a saúde coletiva”, orienta.
Fonte: PMT

